quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

R DE REVOLUCÍON

 


R DE REVOLUCIÓN

Convocatoria para exposición internacional (virtual) de Arte Correo

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- BASES

- UNA obra por artista

- Técnica libre

- Interpretación libre del tema «Revolución»

- Extensión de archivo: .JPG

- Enviar para: tchellodbarros@yahoo.com.br

- Informar: título de la obra, nombre artístico y país

- Tema/Sujeto del e-mail: R DE REVOLUCIÓN

- Recibo desde 01 al 15 de diciembre de 2021

- Exposición: desde 18 hasta 31 de diciembre

- Local: en la página de Facebook: VISUAL POETRY MUSEUM

- Curadoria: Tchello d’Barros | Brasil

 

- BREVE TEXTO CONCEPTUAL PARA EL TEMA “REVOLUCIÓN”

¿Hay actualmente espacio para revoluciones? ¿Hay en su corazón alguna revuelta contra el status quo actual? ¿Necesitamos cambiar algo en nuestra calle o en la geopolítica global? ¿Será la humanidad testigo de alguna (r)evolución en este siglo? ¿Puede el arte ser un arma para transformar las conciencias? No es necesario que responda a estas preguntas, pero su trabajo puede contarnos un poco sobre su combatiente imaginario.

El proyecto es también una homenaje al bicentenario de la revolucionaria sudamericana Anita Garibaldi (1821-1849), la ‘heroína de 2 mundos’. Anita fue amazona, esposa, guerrillera y revolucionaria, luchando en 4 guerras en Brasil, Uruguay y Itália.

 

- EXPOSICIÓN

Exposición independiente, no competitiva, sin premios, patrocinios, comisiones, jurados o ventas. Artistas permanecen con 100% de los derechos de su obra. No se aceptan imágenes ofensivas, violentas, racistas o discriminatorias. Independientemente del tamaño de la imagen o las medidas de los archivos entrantes, todas las obras serán diagramadas y exhibidas en la dimensión clásica del Arte Correo: 10 X 15 cm. La exposición se inaugura en Facebook, pero con posibilidades de itinerancias en otros espacios en Internet o muestras físicas/presenciales. El simple hecho de enviar el archivo indica la autorización para publicación de su nombre y imagen de la obra, por todos los medios y aceptación de las condiciones de este proyecto.

 

 P. S.: Agradecemos si puede dar a conocer esta convocatoria!


Festival Cine Vídeo De Poesia Falada

Fulinaíma MultiProjetos

Studio Fulinaíma Produção Audiovisual

1 ano produzindo e divulgando cine vídeo poesia

 

E continuamos com o trabalho de seleção de Videopoesia para o Festival Cine Vídeo De Poesia Falada.

 O Festival está aberto para poetas e intérpretes. Você pode enviar seu videopoema pelo e-mail portalfulinaima@gmail.com ou pelo zap (22)99815-1268.

 Lembramos que o Festival é realizado desde dezembro e 2020 e está sendo exibido na página Studio Fulinaíma Produção Audiovisual

https://www.facebook.com/studiofulinaima

 

Nic Cardeal – Casas – para o Festival de Poesia Falada clic no link para ver o vídeo

https://www.facebook.com/artur.fulinaima.5/videos/953508161915495

 


Artur Gomes

www.fulinaimagens.blogspot.com

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

na trilha do fogo

                                                      fome

 

ainda que

tentassem

apagar em mim

a tua chama

 

os pratos estão na mesa

 

ainda arde em minha cama

esse mar de fogo

que me mantém acesa

 

Rúbia Querubim

Na Trilha Do Fogo

penetrações

fulinaímicas

no coração


do mato

dentro

na frente

atrás

no centro

 

Artur Gomes

Na Trilha do Fogo

www.arturfulinaima.blogspot.com

Artur Gomes -  poeta ator vídeo.maker – 17 livros de poesia publicados – entre eles: Boi-Pintadinho (1980), Suor & Cio (1985), Couro Cru & Carne Viva (1987), 20 Poemas Com Gosto de JardiNÓpolis & Uma Canção Com Sabor de Campos (1990), Conkretude Versus ConkrEreções (1994), CarNAvalha Gumes (1995), BraziLírica Pereira : A Traição das Metáforas (2000), SagaraNAgens Fulinaímicas (2015), Juras Secretas (2018) Pátria A(r)mada (20190 e O Poeta Enquanto Coisa (2020).

De 1975 a 2002 coordenou a Oficina de Artes Cênicas da ETFC hoje Instituto Federal Fluminense

Em 1999 criou o FestCampos de Poesia Falada, realizado pela FCJOL até 2019.

De 2011 a 2012 coordenou o laboratório de produção Cine Vídeo no IFF Campus Centro.

De 2014 a 2016 dirigiu Oficinas de Artes Cênicas no SESC Campos.

Em 2014 criou o Sarau Baião de Dois, realizado no SINASEFE Campos até o ano de 2017.

Em 2018 e 2019 lecionou Poéticas no Curso Livre de Teatro da FCJOL.

Em 2021 fez a Curadoria da Mostra Cine Vídeo de Poesia Falada realizada pelo SESC Piracicaba-SP

Mantém no facebook página Studio Fulinaíma Produção Audiovisual o Festival Cine Vídeo de Poesia Falada

contatos:

fulinaima@gmail.com 22 99815-1268 - whatsapp

Pátria A(r)mada

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

procurando o ponto G


FlorBela – 

Procurando o Ponto G

 

Nasceu FlorBela entre lençóis e bananeiras

cactos girassóis e alfavaca

quando plantei nunca pensei

ser luz do sol os seus olhos de donzela

nesses temporais tropicalista

dou minha cara a tapa

e muitos beijos com sabores infinitos

quem adivinhar  em que bordel

conheci a sua origem nos arredores da paulista

 

aqui na estação 353 sonhar sagrado rito

no meu terreiro meu corpo santo único mito

quando se despe em guardanapo

e se entrega corpo alma carne dentes

a essa mulher depravada indecente

tão somente por ser filha de Baco

 

Artur Gomes

clic no link para ver o vídeo 

https://www.youtube.com/watch?v=YKS2px9xzqI



Artur Gomes

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Artur Gomes - Suor & Cio

 



                PASSANDO A LIMPO

 

I

 

loucura é não entender

a razão da poesia

em universo cosmo plástico

língua transcendental

em céus de boca

onde palavras tomam formas

e flutuam dimensões

 

II

 

loucura é não perceber

a santidade dos ladrões

a fome a sede o vício

coisas da social e da favela

“a carne seca na janela”

o desfile da portela

a mangueira verde e rosa

e os ratos passeando nos porões

 

III

 

loucura é ouvir

o rugido dos leões

na arquibancada

do pão que o diabo amassou

e não cumer a outra banda

que o brazil deu pra hollanda

não sacar Paulo Ciranda

essa finíssima presença

nem conhecer Marco Valença

:

ó baby

loucura ainda nem começou

 

 

GESTA

 

feroz

o índio

ainda via

o sol

a festa

fazia

 

o parto da raça humana

que hoje se desengana

e gente não pari mais

 

INDIGESTA

 

ê fome negra incessante

febre voraz gigante

ê terra de santa cruz!

 

onde se deu 1ª missa

índio rima com carniça

no pasto pros urubus

 

INDÍGENA

 

coração tombado

no tacape branco

fogo e fúria

        de fuzil

 

onde o planalto mata

veia agonizando

na ferozcidade:

BANCO DO BRASIL

 

 HERÓI NACIONAL

 

meu coração marçal tupã

sangra tupi e rock and roll

 

meu sangue tupiniquim

em corpo tupinambá

 

samba jongo maculelê

maracatu boi-bumbá

 

a veia de curumim

é coca cola & guaraná

 

TIRANA

 

ó baby

o meu sangue não é blue

nem tampouco jazz

em tua carne azul

 

estou de pé

olhando o front

e não aceito o horizonte

com a tirania do norte

ditando regras no sul

 

SONHANDO ESTAR EM CUBA

 

meu coração

não é de osso, não é de vidro

não é de aço, nem é de pedra

impunemente é só: coração

 

meu coração não é de hoje

conta por conta guarda em segredo

ama de longe ativamente

é só coração

 

meu coração não é verde amarelo

mas vive num país independente

só faz revolução não se arrepende

tramando a nova forma

do que sente

 

quando rumba brasileiramente

quando dança

algum bolero ardente

sonhando estar em cuba

macumba libremente

 

 BRAZILIANA

 

coração amordaçado

é simplesmente

nervo retorcido

 

coração apunhalado

é plenamente

nervo meu, ferido

 

sangra coração

em pele e osso

couro envelhecido

 

salta numa praça

brinca de pirraça

mesmo assim

:

fudido

 

 

TRO/PICALIZANDO

 

I

 

o poeta esfrangalha a bandeira

rasga o sol

tropical bananeira

na geléia geral brasileira

o céu de anil não é de abril

nem general é my brazil

 

II

 

minha verde amarela

esperança

portugal já vendeu

para a frança

e o coração latino

balança

:

entre o mar

de dólar do norte

e o chão

do cruzeiro  do sul

 

III

 

o poeta estraçalha

a bandeira

raia o sol marginal

quarta-feira

nessa porra estrangeira

e azul

que há muito índio dizia:

- “foi gringo

que trouxe no cu”

 

RE/VERSO

 

oswaldianamente

ainda não sei bandeira

nem levo o barco

ao Rei da Vela

 

: minha paixão

ainda é mangueira

desfilando na portela


 SEIO DA TERRA

 

bem no centro do universo

te mando um beijo ó amada

enquanto arranco uma espada

do meu peito varonil

 

e espanto todas estrelas

dos berços do eternamente

pra que acorde toda essa gente

desse vasto céu de anil

 

pois enquanto dorme  gigante

esplêndido sono profundo

não vê que do outro undo

robôs te enrabam ó mãe gentil !

 

 PARA TOTQUATO NETO

 

aqui estou na brasiléia tropicalha

em populácea militância

pornofágica

desbundando a marginalha

 em poesia su-real

 

para esquecer que a circunstância

é um pouco trágica

e não dizer

que o meu brasil dançou geral

 

 TRINCHEIRA

 

há uma gota de sangue

entre meus olhos

e os teus

 

e muitas velas acesas

pra salvar a nossa carne

e bocas cheias de dentes

   mastigando a nossa morte

 

mas eles é que morrerão

meu amor

num grande susto

         quando nus virem

amando nessa cama

de ferro e de pau duro

 

 1º DE ABRIL

 

telefonaram-me

      avisando-me

     que vinhas

 

na noite

uma estrela

ainda brigava

contra a escuridão

 

             na rua

             sob patas

             tombavam homens

             indefesos

 

esperei-te

20 anos

e até hoje

não vieste

à minha porta

 

 BRASIL

 

        este país

nunca existiu  

aqui

nunca tivemos

1º de abril

 

é brincadeira

da minha poesia

putaria do meu coração

 

tudo não passou de fantasia

                    ou obra de ficção

 

Artur Gomes

Suor & Cio

MVPB Edições – 1985

www.suorecio.blogspot.com




NAÇÃO GOITACÁ

www.fulinaimargem.blogspot.com

domingo, 14 de novembro de 2021

poeta pouco


pedra

punho

porra

 

uva

ovo

ova

 

quem me acusa

de poeta pouco

juro que não prova

 

saibam quantos estes

que meus versos virem

que te amo do amor maior

que possível for

 

Oswald de Andrade

In Cântico dos Cânticos Para Flauta & Violão

 

agora não se fala mais

toda palavra tem o fim

em seu início

tudo é transparente em cada forma

os loucos sempre cantam

nos hospícios

 

Torquato Neto

 

ainda que fosse

apenas sátira

sarcasmo ironia

amor humor

ruído

ou manifesto

cada palavra tem seu gesto

cada palavra contém

alguma pólvora

não me retrato quando peco

também nem sei o que

pecado significa

como bem me disse  Paulo Leminski

conheço esta cidade

como a palma da minha pica

 

Artur Gomes

O homem com a flor na boca

www.arturgulinaima.blogspot.com




 

NAÇÃO GOITACÁ

www.fulinaimargem.blogspot.com

sábado, 13 de novembro de 2021

ó my brazyl

 


                                              indGesta

 

ê fome negra

incessante

febre voraz gigante

ê terra de tanta cruz

onde se deu primeira  missa

índio rima com carniça

no pasto pros urubus!

 

 Brazílica Pereira

 

neste país de fogo e palha

se falta lenha na fornalha

uma mordaz língua não falha

cospe grosso na panela

da imperial tropicanalha

 

não me metam nestes planos

verdes amarelos

meus dentes vãos armados

nem foices nem martelos

meus dentes encarnados

alvos brancos belos

já estão desenganados

desta sopa de farelos

 

ó my brazyl

ainda em alto mar

cabral quando te viu

foi logo gritando

:

- Terra à vista!

 de bandeja te entregando

pra união democrática ruralista

 

Torquato Neto re-visitado

 

por aqui nem só beleza

nestes dias de paupéria

nação de tanta riqueza

país de tanta miséria

 

já podeis

da pátria, ó filho

ver demente a mãe gentil

já raiou a liberdade

em cada cano de fuzil

 

Artur Gomes

Suor & Cio – 1985

Couro Cru & Carne Viva – 1987

Pátria A(r)mada – 2019

segunda edição em 2022

www.porradalirica.blogspot.com



 

Artur Gomes

FULINAIMAGEM

www.fulinaimagens.blogspot.com

Artur Gomes : A Biografia De Um Poeta Absurdo

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